Do recomeço à diversidade: escolas de Campinas somam 230 estudantes imigrantes de 29 países

  • 21/03/2026
(Foto: Reprodução)
Campinas tem 230 alunos imigrantes matriculados nos ensinos infantil e fundamental Em Campinas (SP), 230 imigrantes de 29 países estão matriculados em escolas da rede municipal e transformam a sala de aula em um espaço de diversidade e recomeço. São crianças e adolescentes que compartilham histórias marcadas por crises, mas também pelo acesso à educação e expectativa de um futuro melhor no Brasil. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, o número de estudantes imigrantes tem oscilado nos últimos anos. Em 2021 eram 204. No ano de 2024, passou para 210. Em 2025 chegou a 254 e agora são 230. Eles vieram de países da América, África, Ásia e Europa, sendo os maiores grupos das seguintes nacionalidades: venezuelanos: 97 colombianos: 26 haitianos: 17 “Eles conseguem ter educação de qualidade, serviços de saúde de qualidade, até medicamentos que, em outros lugares, as pessoas não têm. Eles chegam aqui, são acolhidos, e sabem que podem crescer financeiramente. É um contexto bastante positivo para esses imigrantes”, comenta a professora de geografia Daniele Aguiar Lopes. 'Me acolheram muito' Alunos de 29 nacionalidades dividem salas de aula com estudantes brasileiros em Campinas Reprodução/EPTV Entre os alunos estão jovens o Renald Edouarzin, de 13 anos. No país desde 2024, hoje ele está matriculado na Escola de Ensino Fundamental Padre José Narciso, no Jardim São Marcos, e diz que gosta de aprender português, matemática e inglês. “Se a pessoa não estuda, não vai saber ler, não vai saber escrever”. O menino é colega de sala de Miguel Gil, que veio da Colômbia com o pai. e hoje sonha em construir uma família no Brasil. Diferente da escola colombiana, ele diz que em Campinas tem quadra e atividades que vão além de apenas conversar com os amigos. "Ele quis me trazer por causa que lá é muito violência, muito perigo. Não tinha futuro". Venezuelana, Rosiber Castillo, de 13 anos, está no oitavo ano. Quando chegou ao Brasil, morou em Manaus. Ela está em Campinas há oito meses. “Eles me acolheram muito, foram muito gentis comigo, me ensinaram. Na minha escola em Manaus não tinha computador. Aqui tem e isso vai ajudar no futuro, no nosso trabalho, no dia a dia”. Benefício pra a comunidade escolar Para os professores, a diversidade de nações dentro da escola pública traz benefícios para o ensino. Samuel Ribeiro, que leciona educação física, diz que se sentiu desafiado no começo, mas hoje encara a experiência como algo positivo para toda a comunidade escolar. “Quando chega o estudante imigrante, ele é o ingrediente a mais nesse prato colorido que é a escola pública”. “Ele vem trazer referências do seu país de origem, novas linguagens, novas formas de se comunicar, novas referências culturais. Isso enriquece muito, contribui muito para o aprendizado, não só dos outros alunos, como da comunidade inteira, professores, funcionários, bairro”. “Eu tinha estudantes haitianos e eu precisava traduzir minhas atividades, ou para o francês ou para o criolo. Com o tempo fui percebendo que essa dificuldade era resolvida de maneira muito rápida [...] eu consegui estabelecer com eles uma comunicação afetiva, pedagógica. Fui construindo esses laços e, hoje, acho que é uma experiência que foi um desafio, mas é um desafio maravilhoso de se ter”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/03/21/do-recomeco-a-diversidade-escolas-de-campinas-somam-230-estudantes-imigrantes-de-29-paises.ghtml


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