Só quatro países venceram Oscar de melhor filme internacional duas vezes seguidas; Brasil sonha ser 5º

  • 05/03/2026
(Foto: Reprodução)
Ítalo Martins, Robério Diógenes, Wagner Moura e Igor de Araújo em cena de 'O agente secreto' Divulgação Não é fácil ganhar o Oscar de melhor filme internacional duas vezes seguidas — como o Brasil deseja tanto fazer caso "O agente secreto" saia vencedor no próximo dia 15, pouco mais de um ano depois da conquista histórica de "Ainda estou aqui". Até hoje, apenas quatro países levaram o "bicampeonato" do tipo, pelo menos desde que a categoria virou competitiva, em 1956: Itália, três vezes: 1956 e 1957 ("A estrada da vida" e "Noites de Cabíria"), 1963 e 1964 ("Oito e meio" e "Ontem, hoje e amanhã"), e 1970 e 1971("Investigação sobre um cidadão acima de qualquer suspeita" e "O jardim dos Finzi-Contini") França, três vezes: 1958 e 1959 ("Meu tio" e "Orfeu negro"), 1972 e 1973 ("O charme discreto da burguesia" e "A noite americana"), e 1977 e 1978 ("Madame Rosa, a vida à sua frente") e ("Preparem seus lenços") Suécia: 1960 e 1961 ("A fonte da donzela" e "Através de um espelho") Dinamarca: 1987 e 1988 ("A festa de Babette" e "Pelle, o conquistador") De 1947 a 1955, a categoria era considerada um prêmio honorário e não tinha indicados, com vencedores anunciados na festa. O Japão também é bi, com vitórias em 1954 ("O portão do inferno") e 1955 ("Miyamoto Musashi"), mas apenas nesse período pré-competitivo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com isso, se o diretor Kleber Mendonça Filho subir ao palco para receber o Oscar, vai fazer com que o Brasil se torne o primeiro país de fora da Europa a conseguir o recorde desde que a categoria se tornou regular na premiação. Para isso, precisa superar principalmente um representante do continente. Seu maior concorrente é o norueguês "Valor sentimental", único outro indicado da categoria a concorrer também a melhor filme junto do brasileiro. Se a tarefa parece hercúlea, vale um leve conforto estatístico. Tanto Suécia quanto Dinamarca conseguiram suas dobradinhas também na sequência de sua primeira vitória. Ou seja, metade dos países com a marca também tinha acabado de ganhar pela primeira vez — assim como o Brasil, em 2026. Outros números da categoria Itália é a maior vencedora da categoria, com 14 estatuetas no total. A França vem logo atrás, com 12. Ambos também têm o maior número de indicações, com 33 e 42 respectivamente. O terceiro lugar fica com o Japão, com distantes 5 vitórias (3 delas na época honorária). 15 países têm mais de um Oscar na categoria. Outros 12 ganharam apenas uma vez, e o Brasil é um deles. 32 países receberam pelo menos uma indicação, mas nunca ganharam. Desses, Israel é o recordista, com 10 filmes indicados e nenhum vencedor. Por que Itália e França vencem tanto? A explicação por trás do sucesso dos dois países envolve tanto a qualidade de suas indústrias cinematográficas quanto um certo ciclo vicioso iniciado lá nos primórdios da categoria. Claro, ambos os países têm tradição inegável no cinema, e geraram diretores responsáveis por mais de uma vitória (lembrando que, na categoria, quem ganha o prêmio é o país, não o cineasta), como Federico Fellini e René Clément. Essas conquistas, no entanto, viciaram o olhar de membros da Academia de Hollywood sobre produções italianas e francesas. Não só elas passaram a receber mais atenção dos americanos, mas ajudaram na introdução de membros desses países na organização. Por décadas, para se tornar membro era necessário que ao menos dois veteranos de um ramo da Academia indicassem um candidato. Ou seja, faz sentido que italianos apadrinhassem italianos, e franceses apoiassem franceses. "Lembro que, na divulgação 'Dois papas', eu estive em um jantar da Academia para os membros italianos. Eu não lembro porque que acabei indo lá, me convidaram e eu fui. Mas, cara, era um salão com umas 350 pessoa. Fizeram show, homenagem, toda aquela mega coisa e eram só os italianos, cara", afirmou o diretor brasileiro Fernando Meirelles ao g1, em 2025. "É muita gente, cara. E o Brasil lá nessa época já tinha 20. Como é que a gente vai ganhar prêmio?" Nos últimos anos, a Academia deu início uma série de medidas para expandir e diversificar seu corpo de membros. Tanto que, das 6 mil pessoas que faziam parte da organização em 2014, hoje o número passa dos 10 mil — e cerca de 30% deles vivem fora dos Estados Unidos. E o Brasil? Estima-se que hoje sejam cerca de 60 membros brasileiros. A vitória de "Ainda estou aqui" também ajuda nesse número. Afinal, outra iniciativa recente passou a fazer com que indicados fossem considerados automaticamente para entrar na Academia.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2026/03/05/so-quatro-paises-venceram-oscar-de-melhor-filme-internacional-duas-vezes-seguidas-brasil-sonha-ser-5o.ghtml


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