Rua onde duas crateras se abriram terá obra para construção de nova galeria pluvial em São José dos Campos
19/06/2026
(Foto: Reprodução) Assinatura de convênio entre governo de SP e prefeitura de São José.
Bruna Capasciutti/TV Vanguarda
O Governo de São Paulo e a Prefeitura de São José dos Campos assinaram, nesta quinta-feira (19), um convênio de R$ 9,4 milhões para a construção de uma nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, onde duas crateras provocaram a interdição de imóveis neste ano.
Na assinatura, esteve presente o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PDS). Do valor, R$ 7.547.780,98 serão repassados pelo Governo de São Paulo, conforme o cronograma físico-financeiro da obra, enquanto a Prefeitura de São José dos Campos ficará responsável por uma contrapartida de R$ 1.886.945,25.
Nesta semana, uma das crateras na Rua Felisbina de Souza Machado registrou um novo afundamento (veja vídeo abaixo).
Parte de cratera que interditou prédio e casas volta a afundar em São José dos Camp
De acordo com o prefeito Anderson Farias (PSD), a intervenção não prevê a recuperação da galeria rompida, mas sim a implantação de uma nova rede para solucionar de forma definitiva os problemas de erosão registrados no local.
Segundo a prefeitura, o repasse estadual será feito conforme o avanço dos serviços e a medição das etapas executadas.
O convênio complementa uma obra que já está em andamento no local. Em abril, a prefeitura contratou uma empresa para executar a construção da nova galeria por R$ 6,7 milhões. De acordo com o município, o investimento total inclui ainda serviços de recomposição do pavimento, recuperação de bocas de lobo e outras intervenções complementares.
A prefeitura informou que apenas uma residência segue desocupada por causa das obras. As demais famílias que precisaram deixar os imóveis após a abertura das crateras já retornaram para casa.
Histórico das crateras
O trecho da Rua Felisbina de Souza Machado enfrenta problemas de erosão há cerca de 15 anos, mas a situação se agravou neste ano.
A primeira cratera surgiu em 27 de janeiro, quando um caminhão carregado com aproximadamente 10 toneladas de blocos de concreto foi engolido pelo buraco.
Caminhão é 'engolido' por cratera em São José dos Campos
Peterson Grecoo/TV Vanguarda
Dias depois, em 7 de fevereiro, uma segunda erosão se abriu a cerca de 250 metros do primeiro ponto afetado.
O segundo desabamento levou à interdição de quatro casas e do Residencial Jardins de Sevilha, prédio com 34 apartamentos, localizado ao lado da erosão. Ao todo, 156 pessoas precisaram deixar os imóveis. Desde então, a área permanece interditada e sob monitoramento.
Parte de cratera afundou novamente no Jardim Imperial, em São José dos Campos.
Reprodução/Claudemir Jesus de Oliveira
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