Polícia investiga agressão a idoso em Copacabana; homem diz que foi alvo de ofensas políticas e religiosas durante ataque
13/06/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil investiga agressão ao idoso Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, em Copacabana
Reprodução
Um idoso de 69 anos relatou ter sido vítima de agressões físicas e verbais na noite desta quinta-feira (11), em frente ao prédio onde mora, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa disse que chegava em sua residência, por volta das 22h40, quando foi abordado por três pessoas: um homem vestindo terno e duas mulheres com porte físico semelhante ao de lutadoras. Segundo ele, o grupo passou a fazer ameaças e insultos de cunho político e religioso.
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De acordo com o boletim de ocorrência, os suspeitos teriam dito frases como: "A gente vai te matar agora", "Você já prejudicou muita gente", "Seu petista de merda", "É Bolsonaro, é Bolsonaro" e "Sua igreja é uma igreja de merda". A vítima também relatou que teve o terço arrancado do pescoço durante a ação.
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Segundo Mauro, uma das mulheres o imobilizou com um "mata-leão", enquanto o homem desferia socos em seu rosto. As agressões teriam durado cerca de cinco minutos, em frente ao portão do edifício.
O idoso afirmou que pediu socorro ao porteiro do prédio, que estaria parado em frente ao portão, mas o acesso não foi liberado durante o ataque. As agressões só teriam sido interrompidas quando um homem se aproximou gritando: "Para, para, para".
O caso repercutiu entre integrantes do PT. Segundo o deputado federal Reimont, o ataque a teria motivação política, pois a vítima carregava uma bolsa com adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT).
Nas redes sociais, o deputado classificou a agressão como "inadmissível e revoltante" e afirmou que a violência sofrida por Mauro Figueiredo Rocha foi motivada por razões políticas.
"É absolutamente inadmissível e revoltante o que aconteceu em Copacabana. O companheiro Mauro Figueiredo Rocha, militante do PT, foi violentamente agredido por três bolsonaristas pelo simples fato de carregar na bolsa um adesivo da nossa querida deputada Benedita da Silva. Mais do que a violência física covarde, o registro policial aponta ameaças de morte e ofensas políticas e religiosas explícitas. Isso não é um fato isolado; é o reflexo de um ódio cego que tenta silenciar quem luta por justiça social."
O prédio possui sistema de câmeras de segurança, e as imagens poderão ser utilizadas na investigação para identificar os envolvidos.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 14ª DP (Leblon) e transferido para a 12ª DP (Copacabana). A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame de corpo de delito e diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.
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