Incêndio em galpão: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre fogo que destruiu de alimentos a cosméticos no ES
10/02/2026
(Foto: Reprodução) Trabalho de combate a incêndio em galpão na Grande Vitória já dura mais de 60 horas
Um incêndio de grandes proporções destruiu um galpão logístico que abrigava o depósito do Supermercados BH e pelo menos outras 4 empresas em Viana, na Região Metropolitana de Vitória.
O fogo começou na manhã de sábado (7) e, mais de 60 horas depois, equipes do Corpo de Bombeiros ainda atuavam no local para eliminar focos remanescentes.
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Confira abaixo o que já se sabe e o que ainda precisa ser esclarecido sobre o incêndio:
Quando o incêndio começou?
Onde foi o incêndio?
Quais são as causas do incêndio?
Quais empresas estavam no local?
O que era armazenado no galpão?
Houve feridos?
Qual foi o tamanho do prejuízo?
Como está o combate ao incêndio?
A fumaça atingiu outras regiões?
O que dizem as empresas afetadas?
1. Quando o incêndio começou?
O fogo teve início por volta das 6h de sábado (7). As chamas começaram em uma das áreas do galpão e se espalharam para outras unidades do espaço.
2. Onde foi o incêndio?
O incêndio atingiu um galpão logístico com cerca de 30 mil metros quadrados. O espaço funcionava havia cerca de dois anos dentro de um complexo logístico e recebia, em média, 3 mil pessoas por dia, entre funcionários e transporte.
Galpão que incendiou (circulado de vermelho na imagem) fica dentro de complexo logístico em Viana, no Espírito Santo
Divulgação
3. Quais são as causas do incêndio?
O Corpo de Bombeiros iniciou o levantamento de informações para perícia, e o laudo técnico com possível causa do incêndio pode levar cerca de 20 dias para ficar pronto.
4. Quais empresas estavam no local?
O galpão era dividido por pelo menos cinco empresas. A maior parte do espaço era ocupada pelo Supermercados BH.
Também atuavam no local a Ybera Group, do setor de cosméticos e a Anhanguera Ferramentas. As outras duas empresas ainda não foram identificadas pelo g1.
5. O que era armazenado no galpão?
No espaço estavam estocados diversos tipos de produtos, como alimentos, cosméticos, ferramentas, equipamentos, maquinário pesado e produtos farmacêuticos.
Incêndio destrói galpões em Viana no Espírito Santo
Reprodução/ TV Gazeta
6. Houve feridos?
Não. Apesar da grande proporção do incêndio, ninguém ficou ferido. Segundo o Corpo de Bombeiros, um segurança identificou o início das chamas e evacuou o galpão. Cerca de 20 funcionários que estavam no local conseguiram sair sem ferimentos.
7. Qual foi o tamanho do prejuízo?
Segundo o responsável por uma das empresas que intermedia negócios de locação no armazém, o prejuízo pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão.
A estimativa é de aproximadamente R$ 100 milhões em danos estruturais e cerca de R$ 800 milhões em mercadorias.
Imagens feitas pelo Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (9), mostram destruição de galpão que pegou fogo em Viana, Espírito Santo
Reprodução/CBMES
8. Como está o combate ao incêndio?
Mais de 115 militares atuaram na ocorrência desde a manhã de sábado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo está controlado, confinado e isolado, mas ainda há focos em áreas de difícil acesso por causa do risco estrutural.
As equipes utilizam caminhões com bombas de longo alcance, autoescada e um caminhão com canhão monitor para resfriamento da área sem exposição dos militares a locais de risco. Os trabalhos já duram mais de 60 horas.
9. A fumaça atingiu outras regiões?
Sim. A fumaça intensa formada pelas chamas pôde ser vista a cerca de 19 quilômetros de distância, na região da Enseada do Suá, em Vitória. Moradores da região relataram momentos de pânico com a grande quantidade de fumaça.
Incêndio destrói galpões de supermercado no Espírito Santo
Reprodução TV Gazeta
10. O que dizem as empresas afetadas?
O Supermercados BH informou que houve perda total da estrutura e das mercadorias e que a segurança dos colaboradores é prioridade.
A Ybera Group disse que as compras estão temporariamente suspensas e que acionou protocolos de segurança e retomada operacional.
A Anhanguera Ferramentas afirmou que trabalha para restabelecer a operação no estado. As outras duas empresas não foram identificadas pelo g1.
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