Como fica o mapa dos governos estaduais com as trocas e renúncias para eleição 2026

  • 09/04/2026
(Foto: Reprodução)
Desincompatibilização: 11 governadores renunciaram para serem candidatos O encerramento da janela partidária e do prazo de renúncia dos governadores de olho em outros cargos na eleição movimentou os palanques estaduais dos pré-candidatos à Presidência e reorganizou os apoios regionais. Com o fim do prazo de desincompatibilização, no último sábado (4), dez estados e o DF têm novos governadores. Esse novo cenário garantiu ao menos um palanque adicional tanto para Lula (PT) quanto para Flávio Bolsonaro (PL). Baixe o app do g1 para receber notícias da eleição As novas governadoras do Acre, Mailza Assis (PP), do Distrito Federal, Celina Leão (PP), já indicaram apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Lula mantém o apoio do governo do Pará, agora sob o comando de Hana Ghassan (MDB). Na Paraíba, conta com Lucas Ribeiro (PP), que deve respaldar o petista mesmo em desacordo com a orientação nacional do partido, que esteve no núcleo do governo Bolsonaro e até o momento ainda não adotou um posicionamento para este ano. No Espírito Santo, Lula perdeu o apoio de Renato Casagrande (PSB) após a entrada de Ricardo Ferraço (MDB), alinhado à centro-direita e que defende que o MDB não apoie Lula. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, conta com o apoio de seu sucessor no estado, Daniel Vilela (MDB). Já Romeu Zema (Novo) é apoiado pelo vice que assumiu o governo de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD). O PSD, aliás, ampliou sua bancada de governadores para 6 com as mudanças, tornando-se o partido com maior presença nos estados. Além de assumir MG com a troca de cadeira, comanda Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Sergipe e Rondônia. A unidade em torno de Caiado, porém, é incerta, e diretórios estaduais podem adotar posições distintas das alianças nacionais. Os atuais governadores do Espírito Santo, de Mato Grosso e Roraima ainda não declararam apoio a nenhum dos pré-candidatos à presidência da República. Infográfico - 10 estados e o Distrito Federal têm novos governadores. Arte/g1 Com as mudanças, Lula segue praticamente com os mesmos apoios que tinha antes do prazo final da desincompatibilização, com exceção do Espírito Santo. Agora, governadores de 11 estados o apoiam publicamente: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro ganhou apoio no Acre. Amazonas e Rio de Janeiro, onde governavam aliados de Bolsonaro, estão sob o comando de interinos. Até o momento, o senador tem aliados governando em três estados (Acre, Santa Catarina e São Paulo) e no Distrito Federal. No Amazonas, o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil), assumiu de forma interina com a renúncia do governador, Wilson Lima (União Brasil), e do vice, Tadeu de Souza (Progressistas). No Rio, quem está na cadeira é Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL), a saída do vice-governador e a prisão do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Veja abaixo como ficaram as mudanças estaduais: Acre: Mailza Assis (PP) Mailza Assis, nova governadora do Acre. Neto Lucena/Secom A vice-governadora Mailza Assis (PP) assumiu o governo do Acre com da renúncia de Gladson Cameli (PP), que deve concorrer a uma vaga ao Senado. Mailza deve concorrer à reeleição em outubro e deve construir alianças no campo da direita. Seguindo a posição do partido, que busca aproximação com Flávio Bolsonaro, declarou apoio à pré-candidatura do senador. Como segunda mulher a governar o Acre, depois de Iolanda Fleming em 1986, Mailza ganhou maior projeção política em 2018, quando assumiu o mandato de Camelí no Senado, do qual ela era vice. Permaneceu na função por quatro anos, até ser escolhida novamente por Cameli para ser sua vice na chapa que concorreu ao governo do Acre em 2022. Amazonas: Roberto Cidade (União Brasil) Solenidade marca posse de Roberto Cidade como governador interino do Amazonas. Reprodução/TV Aleam O presidente da Assembleia Legislativa (Aleam), Roberto Cidade, assumiu interinamente o governo do Amazonas no sábado (4), depois das renúncias simultâneas do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice-governador, Tadeu de Souza (Progressistas). O ex-governador já declarou o interesse em se candidatar ao Senado, mas o vice, apesar da renúncia, não anunciou para qual cargo irá concorrer. Roberto, de 39 anos, estava em seu segundo mandato como deputado estadual e era presidente da Aleam desde 2021. Ele foi reconduzido ao cargo por três vezes consecutivas, fato inédito na Casa. Como ficará de forma interina, não declarou apoio a nenhum dos pré-candidatos à presidência. De acordo com o que prevê a Constituição, em situações como a do Amazonas, uma eleição indireta, onde somente os 24 deputados da Aleam votam, deve acontecer nos próximos 30 dias para eleger o novo governador que ficará no cargo até o fim de 2026. Distrito Federal: Celina Leão (PP) Governadora do DF, Celina Leão reprodução/CLDF Celina Leão assumiu o governo do Distrito Federal dia 30 de março, com a renúncia do governador Ibaneis Rocha para tentar uma vaga ao Senado. A ex-vice e agora governadora é pré-candidata à reeleição. Sua candidatura conta com o apoio do PL, que decidiu não lançar um nome próprio para a disputa pelo Palácio do Buriti. Aliada da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Celina também recebe apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem mantém relação próxima. Michelle sinalizou que pretende concorrer a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições de outubro. Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB) Ricardo Ferraço (MDB) assumiu o governo do Espírito Santo depois da renúncia do governador Renato Casagrande (PSB). Geraldo Magela/Agência Senado Ricardo Ferraço (MDB) é o novo governador do Espírito Santo. Ele assume no lugar de Renato Casagrande (PSB), que renunciou e deve concorrer a uma vaga ao Senado. De perfil de centro-direita, Ferraço é apontado como provável candidato à reeleição. Diferentemente do antecessor, defende que o MDB capixaba não apoie a reeleição de Lula (PT). Até o momento, porém, não indicou qual pré-candidato à Presidência pretende apoiar. O novo governador do ES se posiciona contra "briga ideológica" e prega diálogo com os demais Poderes. Goiás: Daniel Vilela (MDB) Daniel Vilela assumiu o Governo de Goiás em posse na terça-feira, 31 de março Vinicius Moraes/g1 Goiás Com a saída de Ronaldo Caiado (PSD) do governo de Goiás para concorrer à Presidência da República, seu vice, Daniel Vilela, assumiu o cargo de governador no último dia 31 de março. De perfil pragmático, Vilela defende a candidatura presidencial de seu antecessor e é de oposição ao governo federal. Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos) O vice Otaviano Pivetta assumiu depois da renúncia do governador Mauro Mendes (União Brasil) Tchélo Figueiredo/Secom-MT Otaviano Pivetta (Republicanos) tomou posse como governador do Mato Grosso no dia 31 de março, no mesmo dia que Mauro Mendes (União Brasil) renunciou ao cargo para concorrer ao Senado nas eleições de outubro. O atual governador é gaúcho, mas construiu sua carreira política no Mato Grosso, onde ele reside desde 1982. Seu primeiro cargo público foi como prefeito de Lucas do Rio Verde em 1997. Era vice-governador desde 2019, quando sua chapa com Mauro Mendes foi eleita pela primeira vez. Conhecido por um alinhamento com a centro-direita, ainda não declarou apoio público a um dos pré-candidatos à Presidência da República, mas já se declarou pré-candidato ao governo Minas Gerais: Mateus Simões (PSD) Mateus Simões assume governo de MG a partir deste domingo (22) Cristiano Machado/Imprensa MG Alinhado ao ex-governador Romeu Zema (Novo) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o então vice-governador Mateus Simões (PSD) assumiu o governo de Minas Gerais dia 22 de março, após a renúncia de Zema, que anunciou sua pré-candidatura à presidência da República. Em outubro de 2025, Simões deixou o Novo e se filiou ao PSD como parte da aliança do partido com a direita mineira e demonstra que irá apoiar a pré-candidatura presidencial de Romeu Zema. Pará: Hana Ghassan (MDB) Atual governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma. Assumiu o cargo depois que Helder Barbalho renunciou Reprodução / Agência Pará Hana Ghassan (MDB) assumiu o cargo de governadora do Pará após a saída de Helder Barbalho (MDB) no último dia 2. Hana segue a mesma linha que seu antecessor e é alinhada ao governo do presidente Lula (PT), mas até o momento não declarou publicamente apoio à reeleição do petista. Em sua primeira entrevista como governadora, concedida à TV Liberal, a nova governadora disse que vai priorizar saúde materna e convocações na segurança pública. "Já começando agora nesse mês de abril, onde vamos convocar 1.417 policiais militares aprovados no último concurso e também 744 bombeiros, reforçando a segurança", afirmou. Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) Lucas Ribeiro, que assume como novo governador da Paraíba Instagram/Lucas Ribeiro Lucas Ribeiro (PP), que foi vice-governador no segundo mandato de João Azevêdo (PSB), assumiu como governador da Paraíba após a renúncia de seu antecessor. João Azevêdo saiu do governo para concorrer a uma vaga no Senado. O novo governador é de uma família com tradição política no estado. Filho da senadora Daniella Ribeiro e sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, foi anunciado ainda em 2025 como pré-candidato ao governo da Paraíba e deve apoiar a reeleição do presidente Lula. Rio de Janeiro: Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça O governador em exercício e desembargador do TJRJ, Ricardo Couto Rafael Oliveira/TJRJ O governo do Rio de Janeiro está com o presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto. Em 23 de março, o então governador Cláudio Castro renunciou, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar seu mandato por abuso de poder e torná-lo inelegível. Outro complicador do cenário local é que o RJ está sem vice desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha saiu para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar, não pôde assumir: além de também ter sido cassado pelo TSE, ele foi preso no fim de março. Roraima: Edilson Damião (União Brasil) Edilson Damião, novo governador de Roraima. Reprodução/Nonato Sousa/Ale-RR Edilson Damião (União Brasil) assumiu o governo de Roraima em 27 de março, após a renúncia de Antônio Denarium (PP) e já se posicionou como pré-candidato à reeleição, com o aval do presidente do seu partido, Antonio Rueda. No dia 17 de março, Damião deixou o Republicanos e se filiou ao União Brasil. Também assumiu a presidência do partido em Roraima. Até o momento, não declarou apoio público a nenhum pré-candidato à presidência.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/04/09/mapa-governos-estaduais-eleicao-2026.ghtml


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