Ação retira mil metros³ de entulho, madeira e lixo para controlar incêndio subterrâneo em Presidente Prudente
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Fumaças registradas no depósito de lixo na Vila Furquim em Presidente Prudente (SP) desde outubro de 2025
Reprodução/Prefeitura
Como forma de controlar e tentar eliminar o incêndio subterrâneo existente há mais de três meses em um depósito descarte irregular na Vila Furquim, agentes municipais de Presidente Prudente (SP) retiraram mil metros cúbicos de entulho do local até esta quinta-feira (22).
Segundo a prefeitura, o trabalho feito há 15 dias, por equipes da Defesa Civil e secretariais municipais de Meio Ambiente, Obras e Agricultura, atua para à extinção do incêndio no local. O material retirado está sendo depositado em outra área considerada segura pelas autoridades.
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Para garantir a segurança e a efetividade dos trabalhos, foi elaborado um planejamento operacional que inclui o isolamento da área, controle de acesso, resfriamento do solo e a remoção da massa de resíduos para um local estável e fora de risco de combustão.
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Conforme a prefeitura, a força-tarefa conta com apoio do Corpo de Bombeiros e é acompanhada pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), por meio do promotor de Justiça Gabriel Lino de Paula Pires, que monitora as ações realizadas no local.
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Responsabilidade da prefeitura
Em dezembro, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) responsabilizou a Prefeitura de Presidente Prudente pelo incêndio subterrâneo no local. A partir de uma informação técnica do Gaema, a situação foi confirmada como um quadro grave de poluição, com impactos significativos à saúde e ao meio ambiente.
O inquérito civil também apontava falhas estruturais do poder público municipal na gestão e na fiscalização de resíduos sólidos. Segundo o documento, essas falhas contribuíram para a consolidação da área como depósito irregular e para o agravamento do incêndio subterrâneo.
Diante do cenário, a prefeitura foi responsabilizada como poluidora indireta e, quando houver participação material, também como poluidora direta, em razão da omissão relevante que contribuiu para o dano ambiental.
Na época, a prefeitura disse em nota que caso fosse necessário, faria a retirada total dos itens que estão no local, como está ocorrendo atualmente, e acompanharia a situação para adotar todas as medidas legais e técnicas cabíveis para a preservação da segurança e do interesse público.
Incêndio em depósito de lixo em Presidente Prudente (SP)
Reprodução/Defesa Civil
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